Guignard

Nova Friburgo, RJ, 1896 – Belo Horizonte, MG, 1962


Com uma atividade docente intensa, Guignard teve o importante papel de consolidar o modernismo e formar artistas modernistas que buscavam uma linguagem fora da academia. Criou grupos como o Guignard, em que dava aulas de desenho e pintura; lecionou artistas como Iberê Camargo (1914 - 1994), Waldemar Cordeiro (1925 - 1973) e Amilcar de Castro (1920 - 2002); e foi convidado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, para dirigir a Escola de Belas Artes, em 1944.


Estudou artes plásticas na Alemanha, França e Itália até 1929, quando se integrou ao cenário cultural brasileiro por meio de seu contato com Ismael Nery (1900 - 1934). Participou do Salão Revolucionário de 1931 que abrigou, pela primeira vez, trabalhos de artistas de perfil modernista e foi destacado por Mário de Andrade (1893 - 1945) como uma das revelações da mostra. Entre os vários gêneros da pintura a que se dedicou - paisagens, naturezas-mortas, arte sacra, etc., - os retratos são suas obras mais conhecidas e constituem a maior parte de sua produção.