Ismael Nery

Belem do Pará, PA, 1900 – Campo Grande, 1934


Conhecido como o “Pintor maldito” do modernismo, Nery via a pintura não como uma técnica a ser totalmente dominada como um bom artesão, mas como um instrumento capaz de suportar a complexidade das suas ideias. É nesse sentido que as questões propostas nos seus poemas, pinturas, desenhos e aquarelas poderiam, na verdade, expandir-se para qualquer forma de registro, já que a ideia era, para o artista, mais importante do que a obra em si.


Diferentemente dos artistas da Primeira Geração Modernista, Nery não buscava uma identidade nacional, mas valores universais. Foi fortemente influenciado pelo cubismo, e pelo surrealismo de Picasso e de Marc Chagall, tornando-se pioneiro desta corrente no Brasil. Por essa sua originalidade, Nery não foi reconhecido e não vendeu sequer um quadro em vida; sua obra só começou a ganhar visibilidade a partir de 1966, como uma exposição sobre a sua obra na Petite Galeria, no Rio de Janeiro. Hoje, ele é reconhecido como um dos melhores artistas de sua geração.

Sem título

Sem título

Nanquim sobre papel

27,5 x 17,5 cm

s.d.