Jac Leirner

São Paulo, SP, 1961


Com uma obsessão quase neurótica por objetos, Jac Leirner faz um trabalho sobre o que nos é indiferente. Ao colecionar principalmente objetos banais, como notas de dinheiro ou envelopes de cartas, e apropriar-se deles, Leirner demostra sua potência no que se refere à produção de sentido.


O que move inicialmente o seu trabalho é a necessidade de aprisionar esses objetos e retirá-los do fluxo do consumo e da vida. Retirando-os do circuito de consumo, a artista os acumula em seu ateliê por meses, às vezes anos. Depois, em uma fase que a própria artista chama de “engedramento”, ou seja, gestação, ela agrega esses objetos e constrói um novo objeto e uma nova forma. O resultado final é recolocado de novo no mundo, para o fluxo do consumo e da vida e submetido a uma nova configuração.

Série Sacolas: Void 9Sem Título
Sem Título

Sem Título

Cédulas costuradas sobre tecido

14 x 14 cm

2006