Tomie Othake

Kioto, Japão, 1913


Já adulta, em uma visita ao irmão, no Brasil, Tomie resolveu mudar-se para o país por circunstâncias da guerra. Começou a pintar nas horas vagas de uma dona de casa e, na já na meia-idade, passou a produzir gravuras, esculturas e obras públicas. Os resultados surpreendentes das suas obras a levaram a ser uma das artistas mais reconhecidas nacionalmente.


Suas pinturas são caracterizadas por uma gama reduzida de cores, influência da cultura japonesa: "essa influência se verifica na procura da síntese: poucos elementos devem dizer muita coisa", explica a artista no livro ”Exposição retrospectiva Tomie Ohtake”. Pesquisa em seus quadros as transparências, as texturas e vibrações da luz.


Em 2003, sua carreira foi brindada com a abertura de um instituto de arte com o seu nome, projetado por Ruy Othake, filho da artista. No seu aniversário de 100 anos, em 2013, o espaço promoveu uma exposição em sua homenagem, cujas obras traziam o racionalismo da construção geométrica através das pinceladas orgânicas da artista. Os trabalhos representavam a questão chave da sua obra: a intangibilidade da perfeição.

Sem título

Sem título

Óleo sobre tela

50 x 50 cm

2002